BANDEIRA
A parte central do emblema coloca-se sobre uma cruz vermelha floreteada, cruz cujo ramo inferior se assemelha a uma espada.
Porque se escolheu esta base?
Os freires da Ordem de Santiago de Espada usavam hábito branco com uma cruz vermelha deste tipo e D. Dinis, por carta de 2 de Maio de 1302, doou a esta Ordem o padroado da Igreja de Alcoutim e das que viessem a ser construídas no termo, como aconteceu com a capela de São Martinho, nas Cortes Pereiras.
A parte central do distintivo constitui uma figura geométrica de linhas levemente arqueadas, constituindo o escudo, bipartido, cada um de sua cor, o verde e o amarelo.
Sobre a metade de amarelo, estão inscritas harmoniosamente três peças:
- a lanterna , a picareta ou pique e a pá, ferramentas indispensáveis para a actividade mineira. E os velhos habitantes das Cortes Pereiras tiveram durante muitos anos essa actividade como principal e que chegou aos princípios do séc. XX. Foram manifestados muitos descobrimentos de minas e algumas entraram mesmo em actividade com exportação do minério através do Guadiana.
Do outro lado, tendo por base o verde, está representada outra actividade importante deste povo, também muito antiga mas que chegou aos nossos dias – a pastorícia.
Assim temos o cajado e o barquino, como sua representação.
O amarelo representa o minério explorado e o verde as pastagens.
No listel, a expressão latina “servo per amikeco”, que significa, grosso modo, Servir por Amizade.
Circularmente ASSOCIAÇÃO UNIDOS DO MONTE, designação oficial da Colectividade e Cortes Pereiras, indicando a povoação. Por cima, 1954 o ano considerado como o da sua fundação.